quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mundo do Samba - Adriana Vieira



União de Jacarepaguá aposta forte no Carnaval de 2016

A União de Jacarepaguá reforçou sua equipe para 2016 e fechou parceria com o músico Samir Trindade. Compositor renomado, campeão de vários carnavais no Rio de Janeiro e no Brasil, ele chega a verde e branco para contribuir com sua experiência e melhorar ainda mais a qualidade do carro de som. Samir, que este ano também irá se juntar a Neyzinho do Cavaco, na Portela, vai bsucar a sonhada vitória na sua escola de coração.

A voz oficial, novamente ficará sob o comando de Tiãozinho Cruz, que retornou à escola para o carnaval deste ano, e criou uma identidade com os componentes da comunidade e com o público presente ao desfile.  

Renovação também na bateria Ritmo União, que confirmou o mestre Marquinho, que após o sucesso no desfile deste ano, renovou com a escola. Ressaltando que, além do talento do mestre, destaque também para os diretores e ritmistas da verde e branco de Jacarepaguá, que desfilará no Grupo B.  

Fotos arquivos pessoais. (foto 1: Mestre Marquinho; Foto 2: Samir Trindade)

terça-feira, 14 de abril de 2015

Barca velha e café



Segundo dia reduzindo a quantidade de café, segundo dia de Tico e Teco batendo pino.
Tô com a impressão de que a dor de cabeça será companheira por dias. Mas vamos em frente, bom dia pra você que gosta e pode tomar o café que quiser... aproveite!
Eu estou aqui na barca velha, que prefiro, mas vai atrasar os trabalhadores do horário das 6. Todo mundo emburrado por ser barca velha, eu emburrada pela pouca quantidade de cafeína.
ALESSANDRA NOVAES

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Mundo do Samba - Adriana Vieira

Salgueiro lança logo do enredo "A ópera dos malandros"

O Acadêmicos do Salgueiro divulgou na sua tradicional feijoada, no último dia 12, a logo oficial do enredo para o Carnaval de 2016 “A ópera dos malandros”. O tema é autoral e será desenvolvido pelos carnavalescos Márcia e Renato Lage e pelo departamento cultural da agremiação, baseado na peça musical "A Ópera do Malandro", que foi escrita por Chico Buarque, em 1978, e dirigida por Luís Antônio Martinez Corrêa.
Em 2015, a vermelho e branco da Tijuca foi vice-campeã conquistando 269,5 pontos, com o enredo “Do Fundo do Quintal, saberes e sabores na Sapucaí”, desenvolvido pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage.

Um resumo da peça de Chico Buarque:

Um cafetão de nome Duran, que se passa por um grande comerciante, e sua mulher Vitória, que do nome nada herdou. Vitória era uma cafetina que, na realidade, vivia da comercialização do corpo. A sua filha Teresinha era apaixonada por uma patente superior, Max Overseas, que vive de golpes e conchavos com o chefe de polícia Chaves. Outras personagens são as prostitutas, apresentadas como vendedoras de uma butique, e a travesti Geni, que só serve para apanhar, cuspir e dar para qualquer um.

A peça se passa na década de 1940, tendo como pano de fundo a legalidade do jogo, a prostituição e o contrabando. Mostra um contexto bem parecido com nosso terceiro milênio, em que temos o jogo do bicho, entre outros tantos; as prostitutas do calçadão de Copacabana, o contrabando nas ruas de CDs, DVDs, entre outros.

Qual seria o significado do nome Overseas? (ultramar) Se analisarmos o nome "overseas" lexicalmente, veremos que "over" significa "além" e "seas" oceanos. Logo, aglutinando as duas palavras, teremos como conclusão além dos oceanos, ou seja, além dos mares, além das fronteiras. Reparem que no final ele se lança em transações além mar, ultrapassando as fronteiras, inclusive da legalidade, espalhando a sua malha de negócios, agora legais, com dois grandes ex-amigos: o gigolô Duran e o delegado Chaves, cognominado Tigrão.

Todas as músicas são da autoria de Chico Buarque que, por sua genialidade, consegue harmonizá-las com o texto. Na música Geni e o Zepelim, Geni, que só serve para apanhar, levar uma cuspida e dar para qualquer um, é uma travesti, fato que só descobrimos assistindo a peça. Geni, a princípio, não serve para nada. Todavia, quando o comandante de um zeppelin reluzente resolve bombardear a cidade, mudando de idéia apenas se tiver uma noite de amor com a travesti, todos resolvem pedir-lhe para ceder aos caprichos do comandante. As músicas seguem os compassos binário (2/4), terciário (3/4) e quaternário (4/4). (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre) 

MUNDO DO SAMBA -Adriana Vieira



Rosas de Ouro contrata o carnavalesco André Cezari

O carnavalesco André Cezari retorna ao Carnaval de São Paulo e assinará o desfile de 2016 da Sociedade Rosas de Ouro. Ele é integrante da comissão de Carnaval da Beija-Flor, atual campeã carioca. Este será o segundo trabalho do artista na terra da garoa, que teve sua  estreia em 2013, no Dragões da Real, conquistando a quarta colocação no grupo de elite do samba paulistano.
Carioca, nascido na Ilha do Governador, Cezari é figurinista, desenhista, projetista, produtor cultural, artista plástico e carnavalesco. Completou em 2015, 20 anos de verdadeiros espetáculos na avenida.
Com um grande currículo e desde 2009 na atual campeã do Carnaval carioca, a Beija-Flor, o experiente e criativo artista, também dá expediente no Cacique de Ramos e no Movimento Cultural Mulheres de Zé. Perfeccionista, Cezari mantém a disciplina e a organização em seus projetos, atrelados ao requinte de minuciosos detalhes com os quais realiza sua arte.
Cezari integra o Carnaval da Beija-Flor             
Cezari assina contrato com a Rosa de Ouro

MUNDO DO SAMBA - ADRIANA VIEIRA



Silas, canta Serrinha é o enredo 2016 do Império Serrano

 Após renovar os contratos do carnavalesco Severo Luzardo e do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Feliciano e Raphaela Cabloco, o império Serrano anunciou, em comemoração aos seus 68 anos de fundação, o enredo de 2016. O tema é "Silas, canta Serrinha", uma homenagem à Serrinha, onde o compositor Silas de Oliveira, um dos fundadores da verde e branca, fez diversos sambas-enredo...



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Um adeus a Eduardo Galeano




As veias abertas da América Latina hoje vertem lágrimas: Eduardo Galeano morreu.
Com ele vai embora uma parte da tradição militante da Literatura, tão
combalida nos últimos anos, nessa ascensão escandalosa da direita e do
reacionarismo a que estamos assistindo, a esquerda perde um de seus
maiores ícones. Ele era respeitado por sua trajetória e lucidez, pelas
palavras e luta.
Leia o artigo do professor MAX LAUREANO em www.agenciareporterdigital.com.br

domingo, 12 de abril de 2015

Fred: o artilheiro

 


Como no poema de Mário de Andrade, Frederico Chaves Guedes, de 31 anos (3 de outubro de 1983), mineiro de Teófilo Otoni, é exemplo vivo daqueles que não se deixam abater por um aparente fracasso.
Em 2014, ele foi apontado como um dos responsáveis, junto com muitos outros, do fracasso do Brasil na Copa do Mundo disputada em pleno país. Foi apelidado de poste e de cone, sob a alegação de que seu futebol estava ultrapassado e precisava aprender a se movimentar mais.
Poucos viram, que o Brasil tinha formado uma seleção medíocre voltada, como ainda acontece agora, a se resumir a uma única "estrela" em formação chamada Neymar. A falta de treinamentos e de um esquema de jogo com maiores repertórios de jogadas acabou prejudicando Frederico na seleção, obrigado a procurar uma bola que nunca chegava em condições aos seus pés e muito menos para o cabeceio, um de seus fortes.
Passada a tempestade da Copa, Fred está de volta, sendo o atual artilheiro do campeonato carioca com 11 gols, dois deles no sábado, 11 de abril, na primeira partida da semifinal contra o Botafogo, na vitória tricolor por 2 a 1, com o craque chegando a marca dos 300 gols em sua carreira.



Eu sou Trezentos

Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
As sensações renascem de si mesmas sem repouso,
Ôh espelhos, ôh! Pirineus! ôh caiçaras!
Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro!
Abraço no meu leito as milhores palavras,
E os suspiros que dou são violinos alheios;
Eu piso a terra como quem descobre a furto
Nas esquinas, nos táxis, nas camarinhas seus próprios beijos!
Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
Mas um dia afinal eu toparei comigo...
Tenhamos paciência, andorinhas curtas,
Só o esquecimento é que condensa,
E então minha alma servirá de abrigo.

Mário de Andrade