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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Antes só do que...



Fato concreto:
Estou no salão aguardando pra fazer a unha, vendo o pronunciamento da Dilma na TV e, quando achei que seria impossível ficar mais irritada do que estou nesse dia, um cara olha pra TV e dispara:
- "essa mulher não tem um marido pra mandar ela calar a boca, não? "
Não, querido, ela não tem. Ela deve ser mais um exemplo de antes só que mal acompanhada, viu?

ALESSANDRA NOVAES

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Crônicas sobre "Babacas do cotidiano"

Alessandra Novaes
Estava eu saindo das Barcas ontem, na volta do trabalho, sozinha, quando um panfleteiro me entregou este anúncio com a pérola:
- "Entregue pro maridão!"
Não, não foi fofo e ainda estou pensando em qual foi a lógica dele:
Sou mulher, logo incapaz de escolher - e pagar por - um carro;
Sou mulher, logo, sou casada;
Se casada, logo, quem decide o carro é o homem;
E também se casada, logo, o homem que dirige.
A saber:
Se babaca, logo, perde o cliente.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Fila das barcas





Pense numa fila grande nas Barcas. Pensou?
Essa foto é porque estou bem na frente. Tem muiiita fila atrás de mim.
Cada vez mais me convenço dos motivos que me fazem pegar a barca das 6h. Coisa mais escrota essa fila por um serviço demorado, muitas vezes sujo e que cobra R$ 5,00 a passagem, num transporte de 23 minutos, que pode carregar mais de mil pessoas por vez (e fica gente em pé)!
Amo andar de barcas - é prazeroso, a vista da baía é bonita e relaxante, poderia ser até um serviço turístico - mas esse serviço é muito mal prestado aqui no Rio.
CCR, sinceramente...
                                      (Alessandra Novaes)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

São tempos difíceis para os sonhadores

Alessandra Novaes
"Tomara que a ditadura volte. Iam mandar a polícia pra baixar o cacete em vocês"
Ouvi isso de um senhor de cabelos brancos, hoje de manhã, enquanto estava na Calçada de uma escola na Vila da Penha, com o Sindicato, pacifica e publicamente denunciando os problemas que os professores enfrentam ali.
Num espaço público, panfletamos e e conversamos com pais de alunos e estudantes (todos nos apoiaram) quando contamos a difícil negociação salarial do setor e do problema de assédio moral que rola ali (uma professora, para fazer a denúncia, nos ligou escondida de dentro do banheiro!). Averiguamos os fatos e era verdade.
Antes do ato público, houve tentativas de diálogo, sem sucesso. Ninguém ofendeu ninguém e era meio-dia, ninguém impediu direito de ir e vir ou nada do gênero. Apareceu a polícia porque a escola chamou. Queria "nos qualificar", mas só um diretor já "cumpriu o papel". Depois ele acabou rindo conosco, porque disse que já foi qualificado tantas vezes que pode botar no currículo "altamente qualificado".
Os policiais foram até muito gentis - embora tenham qualificado um - e uma policial nos contou que era professora (mas passou no concurso pra polícia e preferiu... será por que?). Ficaram ali conosco, durante todo o resto do tempo, silenciosamente nos protegendo. Pelo menos foi bom, porque o lugar é meio perigoso e a escolta de 3 policiais e 1 fuzil caiu bem.
Pessoalmente acredito na luta dos trabalhadores. Acredito mesmo. Fiquei pensando naquele senhor, que poderia ter dito que eu ganharia na mega sena, mas preferiu dizer que na ditadura eu entraria no cacete. Reivindicar direitos não é ser bandido.
Me lembrei do filme... e repito:
"São tempos difíceis para os sonhadores"


terça-feira, 14 de abril de 2015

Barca velha e café



Segundo dia reduzindo a quantidade de café, segundo dia de Tico e Teco batendo pino.
Tô com a impressão de que a dor de cabeça será companheira por dias. Mas vamos em frente, bom dia pra você que gosta e pode tomar o café que quiser... aproveite!
Eu estou aqui na barca velha, que prefiro, mas vai atrasar os trabalhadores do horário das 6. Todo mundo emburrado por ser barca velha, eu emburrada pela pouca quantidade de cafeína.
ALESSANDRA NOVAES

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Sobre fazer inimigas às 5h45 nas Barcas


ALESSANDRA NOVAES
Estou eu no meu sagrado cafezinho do quiosque das barcas.
Surge uma mulher do meu lado e começa a gritar (porque falar baixo a essa hora e no ouvido dos outros não é necessário) pro atendente, querendo passar na frente dos outros clientes:
-"troca pra mim, troca pra mim! A máquina não está aceitando. Troca pra mim, a máquina não está aceitando! Troca pra mim! Ei, cara, po, troca aqui pra mimmm!!".
Ela me olha indignada com R$ 50,00 em riste.
- "Viu?!? Ele me ignorou! Por isso q trabalha aqui!!!".
Como sou do tipo que não resiste, respondi:
-"Pois é, com gente assim, da próxima vez, tente dar bom dia primeiro".
Ahhh, essas pessoas lindas que se acham educadas e pensam q os outros não são e que acham que o mundo deve atendê-las. Voltem décadas no tempo- lá pra infância - e reaprendam a reagir às frustrações com educação e auto-avaliação, por favor."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

La Barca




Após uma noite de febre e dor de garganta, Deus me deu um lugarzinho na janela da barca velha, indo pro trabalho.
A febre continua (mais baixa), a dor de garganta também, mas tô aqui de boa, esperando ela começar a navegar pra apreciar a paisagem. Porque a vida pode sempre ser bonita e feliz, depende mais dos olhos que veem do que das coisas que estão ao alcance da visão.
Alessandra Novaes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Cadeira de praia

Bom dia!
Hoje, não entendo o porquê, acordei com desejo de comprar uma cadeira de praia, dessas que deitam pra pegar Sol.
Agora me digam: existe desejo mais inútil pra mim nesse momento?
Devo ter sonhado com praia, porque acordei pensando nisso!
Sou meio maluca, só pode.

ALESSANDRA NOVAES

domingo, 25 de janeiro de 2015

Escolinha Dominical





Hoje eu acordei com essa musiquinha na cabeça, que eu cantava quando era criança na escolinha dominical que frequentava quando ficava na casa do tio Geraldo e ele me levava na Igreja Batista (um coerente e bondoso homem de fé, Deus o tenha):

"Eu sou feliz porque Jesus quer,
Eu sou feliz porque Jesus queeeeeeeer!
E felicidade não é coisa qualquer,
Eu sou feliz porque Jesus quer!"
Depois trocávamos "eu sou feliz" por "tenho saúde", por "Eu tenho paz"...
E assim nos ensinavam a agradecer a Deus por muitas coisas que Ele nos deu e que, no cotidiano, ainda mais quando crianças, passamos por cima batido.
Cantando mentalmente pra não assustar os coleguinhas na rua com minha voz de soprano.

ALESSANDRA NOVAES

sábado, 24 de janeiro de 2015

Sobre prioridades - lição 1




Entro no 31 ao sair das barcas e o motorista levanta e fala alto, assustando a todos:
- "Gente, vocês vão precisar esperar uns minutos".
Sai correndo em direção ao Terminal Norte e o povo do ônibus começa a reclamar do absurdo que é abandonar o posto de trabalho. A gota d'água foi uma adolescente reclamando q ia chegar atrasada no curso (até parece q se importa de verdade).
Aí um homem "manda a real" alto:
- "porra gente, nunca tiveram uma caganeira na rua não? ".
Silêncio, pesou a consciência de geral. Motorista voltou, pediu desculpas e seguiu.
Lembrei de um momento tenso em um passado remoto. Me solidarizei completamente.

ALESSANDRA NOVAES

sábado, 27 de dezembro de 2014

Orações

Orem por mim.
Dia difícil demais...

                        (Alessandra Novaes)
Praia dos Carneiros, Pernambuco                                                

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Ao gosto do freguês




Diálogos da mesa ao lado:
- "O q é molho bordelaise?"
- "é o caldo da carne misturado com o vinho", responde a garçonete.
- "vem direto na carne?"
- "se o senhor quiser, podemos colocar numa molheira ou copinho pro senhor"
- "ok, então quero a comida e isso pra beber".
(Foco na cara da garçonete. WTF?)


Alessandra Novaes

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Questão de perspectiva



Questão de perspectiva:
Há quem veja essa foto e pense: "estão fofocando".
Eu olho e penso: "hummm, cheirinho no cangote!"

Olhe a vida pelo lado bom, seja simples, seja grande. Bom dia!

Alessandra Novaes

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Analfabeto porco


 Estou nas Barcas indo trabalhar e vejo isso escrito no banco em frente a mim.
Preciso discordar: no Brasil também tem analfabeto porco.


Alessandra Novaes

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Vestido de Cinderela


A arte de gostar de um vestido, perguntar o preço e descobrir que custa R$ 2.910,00, "mas parcelam em 12x de R$ 242,50".
Sentir-se com dedo podre e sair desbundada da loja.
Valeu.