sexta-feira, 21 de junho de 2013
Enquanto isso no meu quintal!
SONHO DE PAPEL
autor: Carlos Braga e Alberto Ribeiro
O balão vai subindo, vem caindo a garoa.
O céu é tão lindo e a noite é tão boa.
São João, São João!
Acende a fogueira no meu coração.
Sonho de papel a girar na escuridão
soltei em seu louvor no sonho multicor.
Oh! Meu São João.
Meu balão azul foi subindo devagar
O vento que soprou meu sonho carregou.
Nem vai mais voltar.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
E aí mocinho!
WYATT EARP
PACIFICA DODGE CITY
E É APLAUDIDO NO FINAL
Em criança era leitor assíduo do "E aí mocinho!" com suas estimulantes histórias de cowboy. Havia muitos outros gibis de faroeste. Entre as façanhas que a garotada toda admirava estava a do xerife Wyatt Earp que conseguiu colocar toda a malandragem de Dodge City para correr, sendo no final aplaudido pela população, apesar do tiroteio comer solto, com balas se espalhando por todo canto. Quem tinha juízo ia para baixo da cama e deixava o xerife e sua tropa atuar. Depois, mais tarde fiquei sabendo que o Bat Materson tinha sido auxiliar do Earp.
O Bat Materson virou filme de TV sendo um grande sucesso no horário nobre. "O sabonete cinta azul tem o prazer de apresentar o maior filme de cowboy: Bat Materson, Bat Materson!" Era o delegado que atuava com uma bengala que ao mesmo tempo servia de arma poderosa. O ator esteve no Brasil atraindo um grande número de crianças para seu show. Minha mãe não comprou a bengala para mim porque era muito cara e ainda não existia pirataria. Mais tarde me contentei com uma metralhadora que soltava faísca, presenteada pela minha madrinha Dinorá.
"É o mais valente dos heróis, que o velho Oeste conheceu. Seu nome lenda se tornou: Bat Materson, Bat Materson!"
Vejo na internet que o nome completo do xerife Earp era Wyatt Berry Stapp Earp, nascido em Illinois, e participou do famoso tiroteio em O.K. Corral em Tombstone, Arizona, junto com Doc Holliday, Virgil Earp e Morgan Earp. Ele nasceu em 19 de março de 1848, no Monmouth, morrendo em 13 de janeiro de 1929, em Los Angeles.
Agora, vejo na televisão policiais de helicóptero em verdadeira caçada a bandidos. São acusados de terem colocado em risco à população da área.
Não sou especialista no assunto. Mas fico pensando que se na época de Wyatt Earp e Bat Materson tal linha de raciocínio prevalecesse Dodge City estaria até hoje infestada de bandido.
E aí mocinho? Vai dá mole pra bandido?
PACIFICA DODGE CITY
E É APLAUDIDO NO FINAL
Em criança era leitor assíduo do "E aí mocinho!" com suas estimulantes histórias de cowboy. Havia muitos outros gibis de faroeste. Entre as façanhas que a garotada toda admirava estava a do xerife Wyatt Earp que conseguiu colocar toda a malandragem de Dodge City para correr, sendo no final aplaudido pela população, apesar do tiroteio comer solto, com balas se espalhando por todo canto. Quem tinha juízo ia para baixo da cama e deixava o xerife e sua tropa atuar. Depois, mais tarde fiquei sabendo que o Bat Materson tinha sido auxiliar do Earp.
O Bat Materson virou filme de TV sendo um grande sucesso no horário nobre. "O sabonete cinta azul tem o prazer de apresentar o maior filme de cowboy: Bat Materson, Bat Materson!" Era o delegado que atuava com uma bengala que ao mesmo tempo servia de arma poderosa. O ator esteve no Brasil atraindo um grande número de crianças para seu show. Minha mãe não comprou a bengala para mim porque era muito cara e ainda não existia pirataria. Mais tarde me contentei com uma metralhadora que soltava faísca, presenteada pela minha madrinha Dinorá.
"É o mais valente dos heróis, que o velho Oeste conheceu. Seu nome lenda se tornou: Bat Materson, Bat Materson!"
Vejo na internet que o nome completo do xerife Earp era Wyatt Berry Stapp Earp, nascido em Illinois, e participou do famoso tiroteio em O.K. Corral em Tombstone, Arizona, junto com Doc Holliday, Virgil Earp e Morgan Earp. Ele nasceu em 19 de março de 1848, no Monmouth, morrendo em 13 de janeiro de 1929, em Los Angeles.
Agora, vejo na televisão policiais de helicóptero em verdadeira caçada a bandidos. São acusados de terem colocado em risco à população da área.
Não sou especialista no assunto. Mas fico pensando que se na época de Wyatt Earp e Bat Materson tal linha de raciocínio prevalecesse Dodge City estaria até hoje infestada de bandido.
E aí mocinho? Vai dá mole pra bandido?
quarta-feira, 24 de abril de 2013
A formiga que eu matei
DE QUE LADO
ESTAREI?
Não sei como será a vida depois da vida.
Se lá reconhecerei minha mãe, meu pai, meus filhos, meus irmãos, meus amigos. Não sei sequer de que lado estarei. Dos que falam em castigos eternos com ranger de dentes ou de alegria infinita que não se pode sequer descrever.
Não sei de que lado estarei. Só sei que me preocupo com toda a minha gente e até gente que não é minha. Um castigo eterno e uma imensa tortura é algo que me é inconcebível e pouco inteligível.
Me preocupo com todos, inclusive, com aquela pequena formiga que matei quando eu tinha quatro anos.
ESTAREI?Não sei como será a vida depois da vida.
Se lá reconhecerei minha mãe, meu pai, meus filhos, meus irmãos, meus amigos. Não sei sequer de que lado estarei. Dos que falam em castigos eternos com ranger de dentes ou de alegria infinita que não se pode sequer descrever.
Não sei de que lado estarei. Só sei que me preocupo com toda a minha gente e até gente que não é minha. Um castigo eterno e uma imensa tortura é algo que me é inconcebível e pouco inteligível.
Me preocupo com todos, inclusive, com aquela pequena formiga que matei quando eu tinha quatro anos.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Meus oito anos (maioridade penal)
Minha mãe me mostrava a Lua
e dizia que lá estava São Jorge
matando o dragão
e a gente ria, e a gente ria...
Quando os astronautas pisaram na Lua
um vizinho me dizia
que era tudo montagem da Nasa
e a gente lá em casa escutava
e a gente ouvia, e a gente ouvia...
Eu conheci o dragão - a fera da Rua Larga -
e colado no rádio contava os passos que
a Marlene dava
e a gente contava, e a gente contava...
E aí, em um Natal,
minha madrinha Dinorá
me deu uma metralhadora de presente...
E - nos meus oito anos - eu matei a família...
e a gente ria... e a gente ria...
e dizia que lá estava São Jorge
matando o dragão
e a gente ria, e a gente ria...
Quando os astronautas pisaram na Lua
um vizinho me dizia
que era tudo montagem da Nasa
e a gente lá em casa escutava
e a gente ouvia, e a gente ouvia...
Eu conheci o dragão - a fera da Rua Larga -
e colado no rádio contava os passos que
a Marlene dava
e a gente contava, e a gente contava...
E aí, em um Natal,
minha madrinha Dinorá
me deu uma metralhadora de presente...
E - nos meus oito anos - eu matei a família...
e a gente ria... e a gente ria...
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O Rei Roberto
19 de abril é o dia do aniversário do Rei Roberto Carlos (72 anos), um dos maiores artistas do Brasil, com público de todas as idades. Um dos líderes da Jovem Guarda com seu parceiro Erasmo Carlos teve o mérito de introduzir as guitarras elétricas na música brasileira, até então contida e avessa a influência da música jovem internacional centrada no rock and roll de Elvis Presley e outros mais. Pejorativamente chamado de yé yé yé, a música da Jovem Guarda abriu caminho para o atual rock brasileiro.
Uma das comemorações do aniversário de Roberto Carlos será na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no sábado, dia 20 de abril. O show poderá ser acompanhado pelo site oficial – é só acessar www.robertocarlos.com/aniversario!
Uma das comemorações do aniversário de Roberto Carlos será na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no sábado, dia 20 de abril. O show poderá ser acompanhado pelo site oficial – é só acessar www.robertocarlos.com/aniversario!
quinta-feira, 18 de abril de 2013
A Banca do Distinto (Billy Blanco)
Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho
Prá que tanta pose doutor?
Prá que esse orgulho?
A bruxa que é cega, esbarra na gente, a vida estanca
O infarto te pega doutor, acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o tonto no alto, retira a escada
Fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do tonto
Afinal, todo mundo é igual, quando o tombo termina
Com terra por cima e na horizontal
Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho
Prá que tanta pose doutor?
Prá que esse orgulho?
A bruxa que é cega, esbarra na gente, a vida estanca
Trombose te pega doutor, acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o tonto no alto retira a escada
Fica por perto esperando sentada
Cedo ou tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando o tombo termina
Com terra por cima e na horizontal
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