terça-feira, 2 de setembro de 2014

Forrest Gump


EU BEM QUE GOSTARIA
DE TER UM AMIGO DONO DE BANCO.
E DE PREFERÊNCIA QUE ME
CONTASSE MUITAS HISTÓRIAS.
E EU COMO BOM AMIGO
FINGIRIA ACREDITAR

Na vitrola ouvindo Dorival


Um pouco indeciso, vou me aconselhando um pouco com o velho Dorival Caymmi:
Marina, morena
Marina, você se pintou
Marina, você faça tudo
Mas faça um favor
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu
Marina, você já é bonita
Com o que Deus lhe deu
Me aborreci, me zanguei
Já não posso falar
E quando eu me zango, marina
Não sei perdoar
Eu já desculpei muita coisa
Você não arranjava outra igual
Desculpe, marina, morena
Mas eu tô de mal

Me and Miss Dayse

 FROM RIO TO LONDON
 
Mexendo em meus antigos guardados, encontrei uma velha agenda. Um dos primeiros números de telefone que procurei foi o da minha velha amiga e professora de Inglês Dayse Maria e de pronto liguei pra ela....
__ Hi! Ráu ari il?
_ Ela não entendeu e bateu com o telefone....
___ Para descrédito meu, ela não reconheceu o meu inglês e para compensar a voraz companhia telefônica engoliu todos os meus créditos dizendo que a ligação foi para empresa não compatível.
__ E tem mais: eu liguei de uma comunidade pacificada do meu Rio de Janeiro e ela atendeu em London tomando chá com a Queen Elizabeth...

Marina, Nilo Peçanha e Yoko Ono


 ALL YOU NEED IS LOVE TUPI NIKIN

 Na internet, na geleia geral do processo político brasileiro, surge a dúvida: se eleita, Marina Silva seria a primeira presidente negra do Brasil?
Eu respondo que se incluirmos os homens não - Nilo Peçanha -1909- 1910 - era negro. Há quem coloque na lista Rodrigues Alves. O historiador Alberto da Costa e Silva inclui ainda Campos Sales e Washington Luiz. No caso de Nilo Peçanha, além de discriminado pela elite econômica e social de sua Campos de Goytacazes foi no seu curto período de governo 1909-1910 regularmente ridicularizado em parte da imprensa por ser negro. Comenta-se que determinava o embraquecimento de sua pele pelos fotógrafos oficiais, uma espécie de photo shop da época. Fernando Henrique fez menção direta a sua negritude. Em pleno século XXI Marina Silva sofre esse mesmo tipo de discriminação dissimulada (ET, comparação com animais, etc), reportando ao preconceito que Lennon encontrou em relação a Yoko Ono, quando um repórter perguntou porque sendo admirado e perseguido por tantas mulheres belas escolheu uma feia. E John retrucou: "eu não a acho feia. E mesmo se ela fosse feia, qual a importância que isso tem para as pessoas que a amam?" - "Love, love, love". Tudo que muita gente precisa no Brasil é de mais amor. www.apagadordigital.blogspot.com.br

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Amigo não encontrado


A gata pulou no meu teclado. A  pata atingiu o bate-papo. O Face respondeu que o amigo não foi encontrado.

Isso é coisa que acontece. A gente procura, insiste, re insiste porque é amigo, depois aos poucos desiste e depois deixa de lado, em respeito pelo fato de que algum dia foi amigo e por isso guarda no coração, na memória e no jardim da saudade - que também é nome de cemitério - cheio de flores e de terra (pelo menos antigamente era). Mas, antigamente também já era...

Parque da Tijuca



 Contam que quando Mao Tse Tung tomou o poder na China, diante do calor insuportável em Pequim promoveu um grande plantio de árvores ao redor e dentro da cidade, fazendo a temperatura cair sensivelmente. Não precisamos ir tão longe, Dom Pedro II, em 1862, diante da devastação da Floresta da Tijuca, em decorrência do plantio de cana, café e uso da madeira, mandou o major Archer pegar meia dúzia de escravos e fazer o replantio da área. Na ocasião, como ocorre agora em São Paulo, com reflexos também no Estado do Rio, a cidade passou a ter grande falta de água potável, pois, sem a proteção ambiental, os mananciais começaram a secar. Por iniciativa do imperador foram plantadas mais de 100 mudas no período de 13 anos, com ênfase na utilização das espécies nativas da Mata Atlântica.
Dom Pedro II, além disso, no fim dos trabalhos, colocou no cargo o barão d'Escragnolle, com o objetivo de construir na área um grande parque para uso público.

Hoje, as prioridades dos governantes são outras.

Racismo: faça a coisa certa


Cineasta Spike Lee                                                    

Como negro, em relação ao episódio em um estádio de futebol no sul do país, sinto-me a vontade em dizer que se trata de um entre muitos atos de preconceito enraizado em nossa sociedade. Mas, o que de fato interessa aos negros é o combate efetivo a todo o processo de racismo que obrigou, ainda, no governo FHC, o Brasil a assinar acordos internacionais para diminuir sensivelmente esse racismo percebido altamente pelas pessoas de fora, como o cineasta Spike Lee, que hospedado em um hotel na zona sul do Rio e depois de tanto assistir televisão ficou espantado ao ser informado que o Brasil é o país de maior contingente de negros fora da África e mesmo neste caso, em números, só perde para a Nigéria. O que o negro precisa é maior visibilidade em todas as áreas... por enquanto, sem entrar em outros méritos, parece que só é visto no Esquenta e alguns outros programas populares...