quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Estados Unidos de olho no consumo de Nutella no país
Ferrero quer que a informação nutricional em destaque no rótulo da Nutella diga respeito a uma porção menor. EUA têm dúvidas sobre as quantidades ingeridas e foram perguntar online
A italiana Ferrero, casa mãe da Nutella, quer que a agência norte-americana para a alimentação e medicamentos (Food and Drug Administration, ou FDA no original) altere a informação nutricional colocada bem em destaque na parte frontal dos potes com creme de avelã e cacau. Em causa, o tamanho da porção: a FDA considera que a Nutella é um 'topping' de sobremesa e que, em média, cada dose servida ronda as duas colheres de sopa, o que equivale a 37 gramas e 200 calorias por porção. Ora, é este número que vem estampado no pote, pelo menos nos EUA - no Reino Unido ou mesmo em Portugal, o número de calorias é melhor porque se considera que são ingeridos menos gramas por dose: apenas 15 gramas, e 81 calorias.
A luta da Ferrero é esta: se noutros países os amantes de Nutella comem menos por porção, não há razão para assustar os norte-americanos com as 200 calorias de uma porção maior. Querem assim que os EUA reclassifiquem o creme, o tirem da categoria dos 'toppings' e o coloquem na categoria das compotas, em que se considera que a porção média ingerida é de uma colher de sopa, 20 gramas no máximo.
A razão para que a dose de Nutella não seja equivalente à das compotas nos EUA relaciona-se, antes de mais, com a tradição: a ideia de que são sempre ingeridas duas colheres de sopa de cada vez vem já da década de 1990, recorda a BBC, quando o creme era colocado muitas vezes no topo de uma bola de gelado. Já a Ferrero alega que os tempos mudam e que hoje, nos EUA, o creme para barrar é sobretudo ingerido com pão ou tostas, em doses mais reduzidas, tal como um doce de fruta. A diferença do número de calorias por porção no rótulo frontal, garante a empresa, fará diferença, uma vez que a informação nutricional influencia, obviamente, os compradores no supermercado.
Perante as duas versões, a FDA decidiu recolher informação online e perguntar aos norte-americanos: afinal, quanta Nutella comem de cada vez que abrem o frasco? Numa página para o efeito na Internet, um texto detalha como poderão fazer chegar as respostas à entidade, respostas estas que poderão ser enviadas até ao dia 3 de janeiro de 2017.
Já a Ferrero conduziu um inquérito que contou com a participação de 722 mães que compram Nutella, e chegou à conclusão de que 74% comem o creme em torradas ou sanduíches.
No entanto, mesmo que a Nutella seja "reclassificada" como uma compota nos EUA e no rótulo a informação nutricional colocada seja para uma porção menor, o creme continuará a ser duas vezes mais calórico do que um doce de morango, por exemplo, que tem cerca de 50 calorias por cada colher de sopa ingerida - a Nutella chega praticamente às 100.
Fonte: Diário de Notícias - Portugal
Contaminação pelo corte de frios
Corte de frios pode levar a contaminação por bactéria
Por Da Redação - agenusp@usp.br
Pesquisa da mestranda Daniele Faria, orientada pela professora Bernadette Franco, coordenadora do Centro de Pesquisa em Alimentos/ Food Research Center (FoRC) da USP, mostra como se dá a contaminação cruzada da bactéria Listeria monocytogenesno processo de corte de frios. A contaminação cruzada é o processo de transferência de micro-organismos de um alimento contaminado para outro não contaminado. No estudo, ela simulou em laboratório a contaminação cruzada em um fatiador de frios e conseguiu demonstrar que essa bactéria é transferida a duas centenas de fatias de rosbife cortadas por um aparelho contaminado com o micro-organismo.
O estudo comprova que, apesar de o processamento térmico desses alimentos ser suficiente para eliminar esse micro-organismo, a ocorrência de contaminação cruzada pós-processamento pode resultar em aumento do risco à saúde do consumidor. AListeria monocytogenes é uma bactéria que pode colocar em risco a vida de pessoas com imunidade baixa e a dos bebês durante a gravidez. O micro-organismo é um patógeno que pode estar presente em alimentos prontos para o consumo, pois são mantidos em refrigeração e possuem longa vida de prateleira, favorecendo a multiplicação deste patógeno. “O Brasil precisa estudar melhor essa bactéria. Trata-se de um patógeno que sequer aparece nas nossas estatísticas epidemiológicas”, afirma Daniele.
A Listeria monocytogenes é causadora da doença listeriose, infecção que tem incidência baixa, mas alto grau de severidade e alto índice de mortalidade (20% a 30%) e cujos sintomas em um adulto normal são semelhantes aos da gripe.”Trata-se de uma bactéria que pode causar problemas sérios em gestantes, recém-nascidos, idosos e pacientes debilitados e imuno-deprimidos”, alerta. “No caso das gestantes, a listeriose materno-fetal ocorre com mais frequência no último trimestre da gestação. Os sintomas iniciais são semelhantes a uma gripe, com febre, mialgias e dor de cabeça, seguidos de complicações, como aborto, feto natimorto, nascimento prematuro e infecções neonatais”, explica.
Já alisteriose invasiva, se caracteriza por bacteremia, doença caracterizada pela grande presença de bactérias no sangue, com ou sem focos evidentes de infecção, ou por afetar o sistema nervoso central podendo causar meningite, meningoencefalite e abscessos no cérebro. “Afeta pincipalmente pacientes com mais de 50 anos, causando febre, alterações na percepção sensorial e dor de cabeça”, acrescenta.
Contaminação
Para estudar a extensão da contaminação cruzada, Daniele adquiriu uma peça de rosbife não contaminado, inseriu a bactéria em uma peça e a cortou. Depois de contaminado o cortador, ela passou a fatiar uma peça não contaminada. O processo foi feito em laboratório, mas em temperatura ambiente. Ela estudou cada uma das fatias, verificando quantas bactérias estavam presentes, e descobrindo que até a ducentésima fatia ainda havia presença da Listeria monocytogenes. “Apesar da transferência de bactérias de uma fatia para outra ir decrescendo, em número, a pesquisa mostra que a contagem na última fatia obtida é alta”, aponta.
Para estudar a extensão da contaminação cruzada, Daniele adquiriu uma peça de rosbife não contaminado, inseriu a bactéria em uma peça e a cortou. Depois de contaminado o cortador, ela passou a fatiar uma peça não contaminada. O processo foi feito em laboratório, mas em temperatura ambiente. Ela estudou cada uma das fatias, verificando quantas bactérias estavam presentes, e descobrindo que até a ducentésima fatia ainda havia presença da Listeria monocytogenes. “Apesar da transferência de bactérias de uma fatia para outra ir decrescendo, em número, a pesquisa mostra que a contagem na última fatia obtida é alta”, aponta.
Segundo Daniele, essa bactéria sobrevive a grande variação de temperatura — de quatro graus negativos até 50 graus Celsius. Portanto, o problema pode se dar tanto em locais onde as pessoas pedem o produto fatiado quanto para quem compra a peça inteira ou ainda fatiada e acondicionada em embalagens de isopor. “Se o alimento contaminado estiver em uma bandeja, a bactéria pode sobreviver ao processo de resfriamento”, completa. “A Listeria sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal, então esse tipo de produto é ideal para ela se estabelecer”, diz.
Um dos principais objetivos de Daniele com a pesquisa é alertar as autoridades sanitárias no Brasil. “O País não tem legislação para garantir que produtos como o rosbife e outros frios estejam livres da Listeria, bem como exigir um processo de limpeza e sanitização adequados em locais de fatiamento, e não faz alertas para os grupos mais vulneráveis ao risco de contaminação”, conclui.
Criado em 2013, o FoRC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) reúne equipes multidisciplinares e infraestrutura laboratorial de diferentes instituições de pesquisa do Estado de São Paulo, como USP, Unicamp, Unesp, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa estão estruturadas em quatro pilares: Sistemas Biológicos em Alimentos; Alimentos, Nutrição e Saúde; Qualidade e Segurança dos Alimentos; e Novas Tecnologias e Inovação. Atualmente, cerca de 30 pesquisadores integram o FoRC.
Da Acadêmica Agência de Comunicação - www.academica.jor.br
Foto: Wikimedia Common
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
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terça-feira, 1 de novembro de 2016
Patrícia Bertoni
Nutricionista dá dicas sobre como evitar anemia
Bateu um cansaço, falta de apetite, menor disposição para o trabalho, dor de cabeça? Cuidado! Esses e outros sintomas juntos podem ser um sinal de anemia. A anemia ocorre quando uma pessoa apresenta os níveis de células vermelhas do sangue abaixo do normal, o que pode levar a outras complicações ou doenças.
Segundo Patrícia Bertoni, nutricionista da clínica de estética Onodera- Niterói, existem muitas causas possíveis de anemia por deficiência de ferro. A condição pode surgir de ingestão inadequada de ferro devido a uma dieta pobre (como o estilo de vida vegetariano com ferro heme insuficiente); absorção inadequada resultante de diarréia, acloridria, doença intestinal, gastrite atrófica, gastrectomia parcial ou total ou interferência medicamentosa; utilização inadequada secundária a distúrbios gastrointestinais; maior necessidade que ocorre durante a infância, adolescência, gravidez e lactação; maior excreção devido ao excesso de sangue menstrual; hemorragia proveniente de lesão, ou perda sangüínea crônica decorrente de úlcera hemorrágica, hemorróidas sangrantes, varizes esofágicas, enterite regional, colite ulcerativa, parasitoses (ancilosmíase) ou doenças malignas; ou liberação excessiva de ferro devido à inflamação crônica ou outro distúrbio crônico.
Patrícia dá umas dicas de como proceder:
1- O cozimento do alimento facilita a quebra de ligantes presos ao ferro, aumentando a disponibilidade do metal no intestino;
2- A absorção também é influenciada pela forma de ferro na dieta. O ferro heme, presente nas carnes vermelhas, peixes e aves, é melhor absorvido que o ferro não heme, que também pode ser encontrado em ovos, grãos, vegetais e frutas;
3- Para melhorar a taxa de absorção de ferro não-heme, que varia entre 3 e 8%, devemos acrescentar ácido ascórbico;
4- A digestão de carnes, peixes e aves podem induzir a liberação de aminoácidos (particularmente cisteína) e polipeptídeos no intestino delgado alto, que se juntam ao ferro não-heme formando complexos absorvíveis;
5- O uso de panelas de ferro é uma prática antiga. De fato alguns estudos demonstram aumento do teor de ferro nos alimentos preparados nesse utensílio, mas ainda faltam estudos clínicos, a fim de que seja avaliada a biodisponibilidade desse ferro.
Os fatores anti-nutricionais que inibem a absorção do ferro em vários graus devem ser retirados da alimentação. A nutricionista cita alguns e explica:
- Carbonatos – presente nos refrigerantes;
- Oxalatos (presente no espinafre, na beterraba, no cacau em pó, ruibarbo, acelga, pimenta, gérmen de trigo) – “Sim!!! Beterraba e espinafre devem ser consumidos com moderação, pois pode prejudicar absorção de nutrientes inclusive do ferro”, explica Patrícia;
- Fosfatos e fitatos (presente no pão sem fermentação, cereais não refinados e grãos de soja) e fatores na fibra vegetal;
- Chás (junto das refeições) pode reduzir a absorção de ferro não-heme, em torno de 50%, através da formação de compostos de ferro insolúvel com tanino. “Sim, o mate está entre eles! O cafezinho também poderia provocar o mesmo efeito”, diz.
A nutricionista alerta também para o ácido etilenodiaminotetracético (EDTA). “Fique atento aos rótulos!!!! Esse ácido é um conservante alimentar e provoca 50% de redução na absorção de ferro não heme”, finaliza Patrícia.
Serviço:
Onodera Estética Niterói
Endereço: Av. Roberto Silveira, 464, Icaraí - Niterói
Telefone: (21) 3619-8585
Estacionamento com manobrista
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